Ser surdo não é só não ouvir, é crescer num mundo que muitas vezes se recusa a te entender.
Cresci próxima da comunidade surda. Minha avó, diretora do Instituto Helen Keller em Caxias do Sul, sempre nos apresentou esse universo, me ensinava Libras, me levava aos passeios com seus alunos e me colocava no meio deles para que eu tentasse me comunicar do jeito que dava. Era difícil, às vezes eu tinha vergonha de errar, mas eles sempre foram pacientes, me ensinavam com prazer, talvez porque fosse raro encontrar alguém que de fato quisesse aprender.
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